Tempo de hemodiálise é reduzido para economizar insumo fundamental à vida e que depende de transporte

Material utilizado para fazer a limpeza do sangue sai semanalmente de São Paulo em direção à cidade da Região Serrana do Rio.  Tempo das sessões de hemodiálise em pacientes de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, foi reduzido para economizar um insumo que depende de transporte e que é fundamental à vida dos pacientes. O produto, que é usado na limpeza do sangue, sai semanalmente de São Paulo em direção à cidade da Região Serrana do Rio.
O Centro de Nefrologia de Nova Friburgo explicou que as sessões de hemodiálise foram reduzidas de quatro para três horas desde quinta-feira (25). O produto chega todas às terças-feiras, mas, como há incerteza sobre a entrega na próxima terça, por conta da greve dos caminhoneiros, a medida foi adotada.
Desta forma, os estoques dos insumos podem durar até a próxima quinta-feira (31), como explica a diretora administrativa de Centro de Nefrologia de Nova Friburgo, Maria Vitória Madeira.
“Reduzimos as horas das sessões para não corrermos o risco de ficar sem esse material. Se o paciente não fizer a hemodiálise corre risco de morte& #8221;, afirma.
A unidade atende a 75 pacientes por dia tanto do município, quanto de cidades vizinhas como São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena e Cachoeiras de Macacu, além de ser responsável por fazer hemodiálise em pacientes dos hospitais de Nova Friburgo.
Maria Vitória disse ainda que esse material é transportado em galões, cada um com cerca de 5 litros, e que não há espaço no Centro de Nefrologia para fazer grandes estoques. Por isso, a distribuição é feita a cada semana.
A Prefeitura de Nova Friburgo explicou que a redução do tempo de sessão foi feita após acordo entre Secretaria Estadual e Municipal de Saúde e o Ministério Público.
“Após a normalização da situação dos combustíveis, será reposto o tratamento que foi minimizado dos pacientes. Sobre mudanças na rotina do município na segunda-feira, 28, na data em questão será feita uma atualização para posterior divulgação”, disse a Prefeitura em nota.
Associação pede sensibilidade à classe
Nesta sexta-feira (25), a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) enviou um comunicado para a Associação de Caminhoneiros pedindo que os caminhoneiros se sensibilizem e deixem esses insumos e medicamentos passarem pelos bloqueios.
“É muito importante ressaltar que mesmo que os caminhões consigam passar pelas barreiras, ainda enfrentarão o problema da falta de combustíveis. Com a paralisação, caminhões-tanques não conseguem chegar aos postos para repor os estoques e já falta combustível em diversas cidades do país e as filas nos postos estão só aumentando”, afirma a ABCDT.